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Quando ele assumiu o time do Corinthians na segunda divisão, em 2007, a piada foi inevitável: chegou mais um “mano” à Fiel, zombaram os adversários. Mas Luiz Antônio Venker Menezes – Mano é o apelido dado pela irmã na infância – soube impor respeito até mesmo entre os rivais, que hoje, no mínimo, admiram a atuação dele. Mas esqueça o apelido, porque o nome dele é trabalho. O atual técnico do Timão é do tipo que planeja, calcula, arregaça as mangas e dá duro para atingir os objetivos sob quaisquer condições. Aliás, parece que quanto mais adversas, melhor.
Não fosse assim, não teria assumido o cargo de técnico dos juniores do Guarani de Venâncio Alves, clube do interior do Rio Grande do Sul, em 1992, depois de a diretoria ter demitido outros dois treinadores. Naquele ano, de lanterna do Campeonato Gaúcho, o Guarani sagrou-se campeão do torneio. Em 2005 foi a vez de assumir o comando de um Grêmio rebaixado à série B, desmoralizado, no fundo do fundo do poço. No final do ano seguinte, a memorável decisão contra o Náutico, na conhecida “Batalha dos Aflitos”, que alçaria novamente um dos times à primeira divisão, o consagrou de vez. O tricolor gaúcho venceu a dramática partida com apenas sete jogadores em campo. E o técnico subiu à elite do futebol brasileiro. Mano tem este talento: transforma massas falidas em empresas prósperas.
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